“Ressucitando” tesauros brasileiros
Quantos tesauros, vocabulários controlados, taxonomias, já foram desenvolvidos no Brasil? Quantos destes ainda estão operacionais? Quantos destes projetos, que despenderam muitos recursos, já foram descontinuados? Exemplos são o THESAURUS para acervos museológicos (Ferrez; Bianchini, 1987) e a sua mais recente versão para a Web, o Tesauro de Objetos do Patrimônio Cultural nos Museus Brasileiros, o Tesauro do Folclore e Cultura Popular, os Cabeçalhos de Assunto da Rede Bibliodata (Oliveira; Alves; Vicente 1997), o THESAURUS de acervos científicos (Granato, 2010),, entre os mais conhecidos. A NISO chama estes projetos de “fantasmas, órfãos”ou “zumbis” (Niso, 2017).
Recentemente colaboramos com Francis Bento Marques, recém-doutor pelo PPGGOC/UFMG, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em um projeto piloto para converter tesauros em formato textual para o formato SKOS – Simple Knowledge Organization System –https://www.w3.org/2004/02/skos/, um formato padronizado, codificado em RDF, para representar e intercambiar sistemas de organização do conhecimento. O projeto piloto usa o sistema TemaTres, https://vocabularyserver.com/web/, um gerenciador de tesauros, para importar tesauros e exportá-los em formato SKOS. Para o projeto piloto foram importados e convertidoss para SKOS a Tabela de Áreas do Conhecimento (TAC) CAPES/CNPq e o Tesauro Brasileiro de Ciência da Informação (TBCI). O TBCI pode ser consultado no seguinte “link”: https://minhapesquisa.com.br/tesauroci/vocab/index.php. Maiores detalhes podem ser vistos no artigo.
MARQUES, F. B.; MARCONDES, C. H. Recuperando e Tornando Reusáveis e Interoperáveis Tesauros Brasileiros de Cultura e Ciência em Formato Textual. BRAJIS, v. 20, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.36311/1981-1640.2026.v20.e026003. Acesso em: 24 fev. 2026
